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(05)

por Sara, em 10.02.15

Gonçalo acordou no dia seguinte de manhã e olhou discretamente para o despertador. Ainda tinha uns minutos. Fechou os olhos e quando os abriu novamente, já era hora de se começar a preparar. Saiu da cama, tomou um duche rápido e começou a vestir uma das suas sweats preferidas. Ao por a camisola, olhou de relance para o seu braço. Os cortes ainda lá estavam. Ele nem acreditava que aquilo tinha realmente acontecido. Quando os fizera estava sob efeito de coisas muito para além dele, e não se tinha apercebido da gravidade da situação. Ele próprio não sabia o quão mal estava.

 

Preparou o pequeno-almoço para levar e antes de sair espreitou no quarto de Rodrigo. Ainda estava num sono cerrado - que típico.

Durante a viagem de autocarro para a escola teve tempo para clarificar os seus pensamentos. Ele amava Teresa, mas mais cedo ou mais tarde teria de assumir que ela não o amava. Rodrigo trataria dela igualmente bem e caso não o fizesse, aí seria caso para Gonçalo intervir.

O que não valia a pena era estar a sofrer e fazer aquele tipo de coisas a si próprio. Aquilo não era ele. Ele era uma pessoa equilibrada que não se auto-mutilava por razões como incorrespondência amorosa. Teria de a deixar ir, de vez.

 

Ao chegar à escola, viu-a imediatamente. Afinal, à quanto tempo estava treinado para a identificar? O melhor era não ir falar com ela, pelo menos nessa altura. No entanto, ela veio em direção a ele.

 

- Bom dia! - disse, carinhosamente.

- Olá. - respondeu Gonçalo, esforçando um sorriso.

- Está tudo bem? Pareces um pouco apagado.

- Tudo bem, não te preocupes. Querias falar comigo sobre alguma coisa?

Ela agarrou-lhe na mão e calmamente explicou-lhe que ela e o seu irmão tinham começado a namorar e que aqueles seus encontros ocasionais com Gonçalo teriam de acabar, pois ela amava Rodrigo. Todos esses encontros tinham apenas ocorrido porque pensava que ambos se estavam a divertir. Explicou-lhe que nos últimos tempos tinha-se apercebido que ele começara a sentir algo mais e que pedia desculpa por não corresponder, maas que queria que continuassem amigos e que ele lhe contasse sempre que precisasse de ajuda.

 

- Obrigado Teresa. - disse Gonçalo, sorrindo, desta vez verdadeiramente. Virou costas e ia entrar dentro do pavilhão principal quando Teresa o chamou mais uma vez:

- Ah, e esqueci-me. Aquela rapariga ali, a ruiva, está de olho em ti à séculos... já nem a consigo ouvir! - exclamou, piscando-lhe o olho.

Gonçalo olhou discretamente para o lado. A rapariga estava de cabeça baixa, enquanto lia um livro. Passado pouco tempo levantou a cabeça e ao aperceber-se que ele a estava a observar, corou e retirou os óculos, guardando-os na mochila.

Era bem bonita. Gonçalo olhou outra vez para Teresa, mas ela já estava de costas. Respirou fundo e pensou "Porque não?".

 

- Olá! Sou o Gonçalo. Como é que te chamas?

Tinha-me esquecido de publicar isto. É o fim da shot.

Ainda podia prolongar mais, mas decidi não o fazer. Espero que tenham gostado minimamente!

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publicado às 21:29


1 comentário

De Isabela a 11.02.2015 às 15:52

Belo final! :)
Obrigada querida, eu sou uma lutadora..vais ver que um dia no meu blog vou estar toda babada a falar do meu cantinho novo e afins.
As férias terminaram no passado Domingo, mas foram 3 semanas boas e repletas de muito namoro, descanso, organização de pensamentos e, infelizmente, muito frio. E tu, como andas? Que novidades contas?
Beijinhos.

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