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Dar a vida pela missão

por Sara, em 01.11.15

Na próxima semana a minha madrinha de Crisma parte para a República Centro-Africana, já pela terceira vez, com o intuito de ser missionária. De levar alegria, carinho, conhecimento. Vai feliz e volta feliz, cheia de vontade de ajudar todos aqueles com que se depare.

A realidade num país como este não é igual à nossa. Não é sequer parecida. Ela diz-nos muitas vezes que um dia lá faria qualquer europeu mudar a sua perspetiva de vida. Mas ela vai, sem medo. Os dias são difíceis, mas ela decide regressar. E se lhe acontecer alguma coisa, ela diz que terá todo o gosto em dar a vida pelos outros e pela missão.

 

Não foi fácil. Há alguns membros da minha família que não querem que ela lá volte. Que querem que ela fique em segurança, com eles. Mas ela ousa ir mais além e trespassar a sua zona de conforto.

Vão ser 2 longos anos sem ela. É estranho pensar que quando ela regressar, já vou estar na universidade. Que há primos meus que podem já estar casados ou com filhos. Que não a vou ver nos almoços de família nem ouvir os seus conselhos sobre a vida e a fé. Mas sei que, quando ela voltar, vem com os olhos a brilhar e com o coração cheio. E entretanto, tenho a certeza que os seus pensamentos estarão sempre direcionados para nós e que as suas cartas irão chegar, como já é habitual.

Se antes tinha dúvidas, hoje sei que não há ninguém no mundo que eu pudesse ter escolhido como madrinha para além dela.

Afinal, existe algum exemplo melhor do que este?

 

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publicado às 14:47


21 comentários

De liz collingwood a 02.11.2015 às 13:37

eu não estava bem com o Nuno há algum tempo. algo faltava, acho que não se dedicava como era preciso. simplesmente, estava à espera todos os fins de semana que aparecesse e estava feito. o sentimento por ele foi desaparecendo, as saudades já não eram tantas e preferia estar com a minha familia ou até mesmo sozinha do que com ele. eu fazia tudo, ele não. tantas vezes fui ter com ele quando ele estudava na faculdade, ir de ferias com ele e não tinha "agradecimento". é óbvio que fazia por amor claro, mas queria que ele fizesse o mesmo por mim. demorei 2 anos para ir ao Porto com ele e com os amigos, ter uma noite diferente, seja ao Porto seja a qualquer sítio. demorei 2 anos para ir a um aniversário de uma amiga no Porto, ou sair com todos juntos. demorei 2 anos a ir um fim de semana fora, só os dois. demorei 2 anos a fazer experiências. e tanto demorei, esperei e nunca fizemos isso. coisas totalmente simples e que me faziam feliz. acho que acabei por me fartar um pouco dele, a relação tornou-se monotona, chata, aborrecida. e por mais conversas e discussões que tivessemos, voltava tudo ao mesmo. e sinceramente, não gosto de falar várias vezes a mesma coisa. e há pouco, quando tudo acabou, ele já queria fazer tudo e mais alguma coisa. e não é assim que funciona. "o homem só ama as coisas quando as perde". e vou-te ser sincera querida, o aparecimento de uma outra pessoa, foi um empurrão. é assim a minha vida!

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